Eu sempre recebi suas cartas, e todas elas começavam com eu te amo, mas de um tempo pra cá, eu sei, só quis brigar, e as cartas não começam mais assim. Eu sei, você me disse que se você parasse de escrever te amo eu podia chorar, já tinha me esquecido, já tinha me deixado, e o pior de tudo isso é que eu fui o culpado. Só sei que ontem de manhã recebi uma carta. Quase nem olhei de medo, pensei que não fosse sua. No envelope eu vi seu nome, o remetente. Eu fiquei muito contente, sai a gritar na rua, briguei comigo, eu nem sei se isso é certo, com meu coração deserto quase que eu me engano. Hoje eu tenho certeza que és minha, pois a carta inteirinha só dizia ‘eu te amo’.
br>